quarta-feira, janeiro 27

Antes que o Galo Cante no Teatro Raul Cortez



Nosso espetáculo fará apresentação única pelo Circuito Estadual das Artes no dia 6/02 às 17h no Teatro Raul Cortez em Caxias.

Sinopse:

Entre árvores seculares e prados floridos, animais-de-patas e animais-de-asas não se misturam, até que o Sabiá Laranjeira Junior apaixona-se pela Gata Malhada do Mato, criando divergência entre os animais da floresta que não aprovam o romance. Para viver este amor os apaixonado terão que enfrentar todas as dificuldades impostas pelas duas famílias. Texto de Ribamar Ribeiro e Fabíola Rodrigues. Direção: Carla Meirelles. Com Os Ciclomáticos, companhia com mais de 170 prêmios teatrais em todo o Brasil.

Ingressos:
6,00 inteira
3,00 meia

Se quiser levar grupo entre em contato com nossa produção:
osciclomaticos@osciclomaticos.com.br

sexta-feira, janeiro 22

Imersão para o Processo do novo espetáculo: Os Anjos devem morrer

No último final de semana 16 e 17 de janeiro Os Ciclomáticos se dedicaram ao estudo do novo trabalho da Companhia: Os Anjos devem morrer. Em um lugar extremamente propício para este acontecimento, Paty do Alferes - Aldeia de Arcozelo de Paschoal Carlos Magno Fizeram uma imersão para este processo de trabalho onde estavam envolvidos o diretor Ribamar Ribeiro, a assistente Fabíola Rodrigues e os atores: Carla Meirelles, Getulio Nascimento, Julio Cesar Ferreira, Mauro Carvalho e Renato Neves. Aguardem este novo trabalho com dramaturgia cênica e direção de Ribamar Ribeiro, a partir de estudos da obra e vida de Jean Genet. Um espetáculo forte e denso! Os Anjos devem morrer. Agradecemos ao Zequinha e principalmente a Funarte e toda sua equipe: Marcelo de Bones, Heloisa Vinadé e a equipe da Aldeia de Arcozelo: Aloisio e Djalma. Aguardem este novo trabalho de Os Ciclomáticos.

Circuito Estadual das Artes com Antes que o Galo Cante em Nova Friburgo



No sábado tem espetáculo para as crianças no Teatro Municipal

21/01/2010

Agora é a vez de o público infanto-juvenil aproveitar a programação do ‘Circuito Estadual de Artes’ em Nova Friburgo, parceria entre o governo do estado e a Prefeitura, por meio das secretarias Municipal e de Estado da Cultura. Neste sábado, 23, às 17 horas, o espetáculo ‘Antes que o Galo Cante’, inspirado em texto de Jorge Amado, ganha o palco do Teatro Municipal (Praça dos Suspiro), com ingresso popular a R$ 10,00 (meia entrada para estudantes, idosos e crianças até 12 anos).

Antes que o Galo Cante é uma fábula, aliada aos contos de fadas sobre o amor quase impossível entre uma gata e um sabiá (inimigos por natureza), abordando de maneira leve e divertida as dificuldades encontradas pelo casal. O espetáculo teve como inspiração dramatúrgica a obra clássica Romeu e Julieta, de William Shakespeare, e como base de pesquisa, os contos de Hans Cristian Andersen e Irmãos Grim, além do texto infantil de Jorge Amado O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. O livro A Psicologia dos Contos de Fadas serviu como base interpretativa, auxiliando na direção e construção cênica.

Criado pela companhia de teatro Os Ciclomáticos, que reúne 13 anos de carreira e mais de 180 prêmios por todo o Brasil, Antes que o Galo Cante agrada não só a crianças de todas as idades, mas também aos adultos. Com texto de Ribamar Ribeiro e Fabíola Rodrigues e direção de Carla Meirelles.



Mais Notícias:

http://www.friweb.com.br/flagra/festa3997-circuito+estadual+de+artes+programa%C3%A7%C3%A3o+completa+teatro+municipal+ariano+suassuna+teatro+nova+friburgo.html

http://guianovafriburgo.com/noticia.php?id=5513&cat=2&sub=9

http://transparencianf.blogspot.com/2010/01/circuito-estadual-de-artes_12.html

terça-feira, janeiro 5

Crítica de Minha alma é nada depois dessa história por Leonardo Simões

Minha alma é nada depois desta história.
Análise crítica: Leonardo Simões


Esquete nº 08 do dia 21/12/2009 – segunda-feira
Título: Minha alma é nada depois dessa história
Autor e diretor: Ribamar Ribeiro (a partir do conto de Gero Camilo)
Responsável ou Grupo: Ribamar Ribeiro / Os Ciclomáticos Companhia de Teatro
Interpretação: Júlio César Ferreira; Carla Meirelles; Fabíola Rodrigues; Juliana Santos; Nívea Nascimento; e Fernanda Dias.


a) Relação entre a proposta apresentada na ficha de inscrição e o que foi apresentado em cena:
A ficha de inscrição deste esquete traz uma minuciosa descrição dos procedimentos utilizados na cena, com suas respectivas referências e a proposta da concepção, que reflete uma experimentação continuada do grupo. A ênfase nesse aspecto de um trabalho consecutivo d'Os Ciclomáticos fica evidente pela inserção do histórico da companhia, e dos muitos prêmios já conquistados, nos itens que se referem à sinopse e à encenação, além do próprio currículo incluído ao fim da ficha.
Também pode-se ver em cena a densidade conceitual e formal desse trabalho contínuo. As referências que embasam o resultado são visíveis, assim como a clareza na manipulação das mesmas, por parte da encenação, na busca de um resultado cênico de efeito e de afirmação de uma identidade.

b) Questões acerca da dramaturgia:
O texto se beneficia muito pelo correto enquadramento cênico, com ênfase num elemento narrativo devidamente digerido pela teatralidade, através de vários recursos bem orquestrados. A contraposição de dois tempos, tipicamente literária e já expressa poeticamente no título (minha alma “é nada” - “depois” dessa história), encontrou boa realização em cena tanto pela compreensão do encenador quanto pela expressão do ator principal (Júlio César Ferreira) sobre quem recai a principal responsabilidade narrativa no aspecto verbal. Nesse sentido, o texto se torna um elemento eminentemente teatral, graças a sua apropriação, de forma independente da fonte literária, porque assimila e interage com outros elementos da cena que lhe completam de forma integrada.
Este parece ser o exemplo de uma dramaturgia conquistada através do próprio exercício da cena, não exatamente a experimentação de uma dramaturgia do ator, mas talvez do encenador (a ficha traz a referência ao termo “dramaturgia cênica”). Embora o diretor (Ribamar Ribeiro) seja citado, na ficha, como autor da adaptação feita sobre o conto, percebe-se pelo resultado que essa adaptação se baseou muito mais numa re-escrita cênica do que numa transformação literária. Esse é um processo consonante com uma relação contemporânea entre o texto e a cena teatral.

c) Quanto à interpretação:
O elenco é extremamente afinado e domina bem os diversos recursos técnicos nos quais a encenação se baseia: voz; ritmo; movimentação corporal, unindo gestualidade sutil e atributos de dança (especificamente a dança flamenca). A propósito desse domínio técnico do flamenco, não só nos momentos de dança quanto no gestual e nas atitudes em geral, pareceu-me, por vezes, tratar-se de um grupo de aprendizes de dança flamenca que estavam sendo dirigidos para atuar no teatro. A leitura posterior do histórico do grupo, entretanto, revelou tratar-se do contrário: o elenco se utiliza da dança como forma de treinamento associado à linguagem estabelecida.

A referência à cultura flamenca, exageradamente dramática por essência, justifica a primeira impressão que se tem de uma interpretação um tanto “cafona” (sobretudo do ator principal) seja na intencionalidade como na oralidade. Essa característica, entretanto, é enquadrada no todo da cena, por evidenciar pleno domínio de seus efeitos e por se estabelecer como uma linguagem, na qual todos estão intensamente mergulhados.
Assim como na dança, o uso do tempo-ritmo é bem realizado pelos atores. Há, também, um foco constante do elenco na relação com o público, reforçando o caráter narrativo da cena: o que é falado, as ações e as intenções. Apesar da marcada orquestração das atrizes em suas ações integradas, cada uma explora bem as suas partituras individuais, imprimindo-lhes um temperamento próprio e, assim, enriquecem a personagem, conferindo-lhe veracidade.

d) Sobre outros recursos expressivos utilizados:

Dentro do universo sobre a qual a cena se estabelece, a inserção das músicas flamencas é bastante eficaz. Essas músicas parecem se justificar não só para criar o clima do que é narrado mas também para atingir objetivos claros de impacto junto ao público.
O espaço cênico tem um tratamento quase coreográfico, mas não perde sua teatralidade no sentido mais específico, graças à eficiência com que é explorado. Os elementos de figurinos e objetos conferem unidade à cena, todos remetendo a um campo estético predominante: o cajón, instrumento musical usado de forma dramática; as saias e os sapatos (ambos típicos do sapateado flamenco). Aliás, os sapatos são o principal elemento associado à figura de Cleide, mulher pela qual o ator-narrador se apaixona; o momento final do esquete garante um eficiente arremate, quando Cleide (multiplicada pelas quatro atrizes) deixa seus sapatos no palco, em torno do ator solitário cuja alma se esvazia.

e) Sobre a linguagem cênica e as referências utilizadas:

Já foram comentadas as referências à dança flamenca, através dos figurinos, da gestualidade e da sonoridade (tanto pelas músicas e ritmos quanto pela expressão oral). A seleção desses elementos (há uma grande gama de itens desse universo que não foram utilizados) evidencia um premeditado controle entre o que pertence ao campo estético escolhido e o que serve à cena que se pretendeu construir. Nessa fronteira entre o teatro e a dança, o esquete se compôs praticamente de quadros (análogos às unidades que compõem sucessivamente uma coreografia). A associação entre os elementos do narrativo e da dança (também há uma citação da técnica de Pina Bausch) constrói uma linguagem que alimenta a busca da companhia, levando seus criadores a um empenho formal que se expressa na cena. Manipulada de modo seguro pelo encenador (Ribamar Ribeiro), a experiência da fusão entre palavra, teatro e dança, sustenta e define o trabalho dos atores.

f) Comunicação cênica:

A entusiasmada reação do público correspondeu à condução do encenador, que soube utilizar e realçar cada elemento expressivo, movido pelo objetivo de causar impacto ao “contar” a história dessa desilusão amorosa. Percebe-se que todos os elementos, desde o enquadramento do texto até o foco dos atores, visavam muito mais construir essa comunicação direta com o público, opção correta pelo aspecto narrativo, do que instaurar um outro clima de realidade orgânica da cena.

g) Comentários gerais:

Parece visível que essa cena foi criada para servir de “cartão-de-visita” d'Os Ciclomáticos. Nesse sentido, a busca de eficiência teatral do esquete como um fragmento se sobrepôs a uma construção mais orgânica. Entretanto, a experiência do grupo e do encenador, com o trabalho continuado que precede a esse esquete, garantiram a qualidade do mesmo.

P.s.: Quero enfatizar que todas as observações aqui registradas já estavam apontadas ao fim do primeiro dia do Festival; e mesmo a redação final dessa crítica ocorreu de modo totalmente alheio ao fato desse esquete ter sido premiado pelo Júri em várias categorias e também como um dos três melhores do 2º Festival de Esquetes de Niterói.

Premiação do 2º Festival de Esquetes de Niterói - Teatro Municipal de Niterói

Os Ciclomáticos foram vencedores dos principais prêmios do Festival com o esquete Minha alma é nada depoios dessa história. Agradecemos ao público que torceu conosco e a organização do festival em nome de Fabio Fortes e Ludmila.




quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

RESULTADO DO II FESTIVAL DE ESQUETES DE NITERÓI
MELHOR ESQUETE


Minha alma é nada depois dessa história
Philip Glass compra pão
Mulher sentada ao sol: sua trança e seu bordado


Indicados:


Minha alma é nada depois dessa história


Philip Glass compra pão


Mulher sentada ao sol: sua trança e seu bordado


Não existe essa opção


A menina escondida no baú




MELHOR ATRIZ - Cecília Rippol por “Mulher sentada ao sol: sua trança e seu bordado”



Indicadas:


Helena Marques, por “Entre nós”


Mariana Jacques, por “Flicts”


Cecília Ripoll, por "Mulher sentada ao sol: sua trança e seu bordado"




MELHOR ATOR - Júlio César Ferreira por “Minha alma é nada depois dessa história”




Indicados:


Júlio César Ferreira, por "Minha alma é nada depois dessa história"


Zé Auro Travassos, por “Ovo Frito”


Matheus Lima, por “Entre nós”




MELHOR DIRETOR - Ribamar Ribeiro, por “Minha alma é nada depois dessa história”




Indicados:


Ritcheli de Santana Lisboa, por “Philip Glass compra pão”


Ribamar Ribeiro, por "Minha alma é nada depois dessa história"


Rodrigo Sena por “A menina escondida no baú”




Melhor Texto - "Minha alma é nada depois dessa história" (Ribamar Ribeiro)




Indicados:


"Minha alma é nada depois dessa história" (Ribamar Ribeiro)


"The end" (Renata Mizhari)


"Mulher sentada ao sol: sua trança e seu bordado" (Cecília Rippol)




MELHOR CARACTERIZAÇÃO - "Entre nós"




Indicados:


Phillip Glass compra pão


Minha alma é nada depois desta história


Entre nós




ESPECIAL DO JÚRI - A pesquisa sonora de “Philip Glass compra pão”




Indicados:


Trilha sonora de “O Matador de Santa”


Iluminação de “Minha Alma é nada depois desta história”


Pesquisa sonora de “Philip Glass compra pão”



Júri Popular - Flicts




Indicados:


Phillip Glass compra pão


Flicts


Meu tom solitário